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Ação da Auren Energia sobe após lucro do 4T surpreender positivamente

Ações da Auren Energia sobem após lucro do 4T surpreender

04/03/2026 12h18

Atualizado há pouco

As ações da Auren Energia (AURE3) registraram forte alta nesta quarta-feira (4), após a divulgação de um lucro de R$ 355 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo do período anterior. Às 12h, os papéis da empresa subiam 3,37%, cotados a R$ 11,95.

O Goldman Sachs destacou que o lucro líquido superou as expectativas, tanto em relação à previsão do banco, que previa um prejuízo de R$ 214 milhões, quanto ao consenso da Bloomberg, que estimava um prejuízo de R$ 320 milhões, impulsionado por efeitos não recorrentes.

Os preços do petróleo recuaram após o secretário do Tesouro dos EUA sinalizar apoio a petroleiros diante das tensões no Golfo Pérsico.

A Auren Operações, subsidiária da Auren Participações e da Auren Energia, reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado de R$ 736 milhões (ex-dividendos de JVs), 6% acima da previsão da XP e em linha com o consenso. Segundo a corretora, essa diferença positiva foi principalmente atribuída a um desempenho melhor no braço de trading e despesas operacionais controladas na geradora.

O Itaú BBA observou que os resultados da empresa ainda são impactados negativamente pela redução de produção e pelo GSF, mas foram sustentados pela diminuição de custos e ganhos com a modulação.

O BTG Pactual classificou o EBITDA da Auren como sólido, 9% acima de suas estimativas. O banco ressaltou que a diversificação do portfólio e os ganhos de R$ 70 milhões com modulação compensaram os efeitos negativos das restrições de rede (curtailment) e do menor GSF hidrelétrico, reforçando a confiança na resiliência operacional da empresa.

O UBS BB destacou que o lucro líquido de R$ 355 milhões foi impulsionado por efeitos não recorrentes. A instituição acredita que a Auren continua a apresentar melhorias operacionais, especialmente nos ativos adquiridos da AES Brasil, e deve manter essa trajetória. No entanto, o UBS BB alerta que os altos níveis de curtailment, alavancagem e juros continuarão a ser desafios significativos no curto prazo.

O JPMorgan, por sua vez, considerou que os números vieram abaixo do esperado, com o EBITDA ajustado 15% inferior às suas projeções, embora em linha com o consenso de mercado. O banco observou que essa diferença foi causada por uma alocação de contratos de energia inferior à prevista.

A XP manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 12 para a Auren Energia, sustentando sua tese em três pontos: solução para o curtailment, progresso no turnaround e integração da AES Brasil, além da comprovação da geração de caixa com desalavancagem.

Apesar da confiança na gestão, a XP ressalta que a aquisição ocorreu em um momento desafiador e com alta alavancagem, tornando riscos de curto prazo relevantes para o retorno do investimento.

O UBS BB e o JPMorgan também mantiveram recomendações neutras, com preço-alvo de R$ 12 e R$ 12,40, respectivamente, considerando o equilíbrio entre riscos e o impacto das restrições de geração renovável.

O Morgan Stanley e o Itaú BBA reiteraram classificação neutra, com preços-alvo de R$ 14 e R$ 11,37.

O Goldman Sachs, por outro lado, manteve recomendação de compra, estimando que a ação negocie com uma taxa interna de retorno (TIR) real de aproximadamente 14%, embora reconheça a falta de catalisadores operacionais no curto prazo devido ao elevado nível de contratação do portfólio de geração. O BTG Pactual também reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 16,30.


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