Abuso infantil - Sintomas, diagnóstico e tratamento
Abuso infantil: Sintomas, diagnóstico e tratamento
O abuso infantil é um problema global que pode impactar crianças de todas as idades, com uma maior incidência observada em bebês e crianças pequenas.
Existem quatro categorias principais de abuso: abuso físico, abuso emocional (também conhecido como maus-tratos psicológicos), abuso sexual e negligência. As crianças podem se encaixar em uma única categoria ou em uma combinação delas.
Esse fenômeno pode ocorrer em diferentes ambientes, como comunitário, institucional ou familiar, geralmente perpetrado por alguém próximo, como um parente ou cuidador, embora em casos raros possa envolver estranhos.
Identificar se lesões são resultado de acidente ou abuso é uma tarefa complexa. A presença de uma ou mais lesões suspeitas em uma criança deve levar a uma avaliação detalhada para investigar possíveis sinais de abuso.
Embora as legislações sobre comunicação obrigatória variem entre países, o princípio de que o bem-estar da criança é primordial é um consenso global.
O abuso infantil, incluindo a negligência, abrange toda forma de maltrato a uma criança, seja por causar dano ou por falhar em prevenir danos. Esse abuso pode ocorrer em diversos contextos e ser perpetrado tanto por adultos quanto por outras crianças. As quatro categorias de abuso infantil incluem abuso físico, abuso emocional, abuso sexual e negligência. Este texto foca principalmente no abuso físico. Para informações sobre abuso sexual infantil, consulte fontes específicas sobre o tema.
Sinais de alerta incluem:
História inconsistente ou alterada
Lesões inexplicadas ou inconsistentes, isoladas ou em combinação
Hemorragias subdurais em lactentes e crianças pequenas
Fraturas em ossos longos em crianças que ainda não se movimentam sozinhas
Fraturas múltiplas de idades diferentes, incluindo fraturas bilaterais
Fraturas nas costelas sem trauma maior ou causas patológicas
Famílias conhecidas pelos serviços sociais
Perfuração do intestino delgado em crianças com menos de 3 anos
Baixa ligação entre pais e filhos
Hemorragias retinianas extensas
Intoxicações acidentais frequentes
Abuso de substâncias ou transtornos mentais dos pais ou cuidadores
Choro excessivo e acessos de raiva frequentes na primeira infância
Falta de maturidade e habilidades de enfrentamento dos pais ou cuidadores
Pais ou cuidadores que foram abusados na infância
Status socioeconômico desfavorável
Exames de coagulação e coagulograma
Registro fotográfico das lesões
Cintilografia óssea com radionuclídeos
Ressonância magnética (RNM) cranioencefálica ou da coluna
Tomografia computadorizada (TC) abdominal
Exames da função plaquetária e ensaios do fator de von Willebrand
Encaminhamento a dentista forense
Coletas para análise de ácido desoxirribonucleico (DNA)
Preocupação razoável ou alta probabilidade de abuso infantil
Profissionais de saúde, como professores associados de pediatria, são fundamentais no diagnóstico e manejo dessa questão. Especialistas como Dr. Marcella M. Donaruma-Kwohr e seus colaboradores reconhecem a importância da atualização contínua das diretrizes e evidências sobre abuso infantil.
Os tópicos do BMJ Best Practice são revisados frequentemente para refletir as evoluções nas evidências e diretrizes atuais. As referências citadas são fontes valiosas para profissionais da saúde e especialistas na área.
Diagnósticos diferenciais incluem coagulopatias, osteogênese imperfeita e outros distúrbios relacionados à fragilidade óssea. Diretrizes específicas ajudam na identificação e avaliação do abuso infantil.
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