A rotina de estudos de jovem aprovado em primeiro lugar em Medicina e Computação
A rotina de estudos de um jovem aprovado em primeiro lugar em Medicina e Computação
Método do estudante aprovado na USP e em universidades federais inclui momentos de lazer e sono adequado. Entenda.
Introdução
Marcelo Zhang, 19 anos, obteve aprovação em Medicina na UFMT e em Ciência da Computação na USP, sua escolha, além de quase gabaritar o Enem em Matemática. Conheça o método de estudos disciplinado e equilibrado com lazer que o levou a esse sucesso notável, sem comprometer a saúde mental.
Principais Tópicos
Descubra o método de Marcelo Zhang: estudo disciplinado, mas com horas reservadas para lazer e saúde mental.
Conheça a rotina que o levou à USP: 4 horas diárias de estudo (além da escola) e 6 horas nos fins de semana, sem sacrificar o sono.
As técnicas de aprendizado: resumos de memória, foco intenso em exercícios e revisão de erros como chaves para a evolução.
A estratégia de Marcelo para gerenciar o tempo na temida prova do Enem, alternando questões e redação.
Inspire-se na trajetória de um jovem que superou barreiras do idioma para se tornar um destaque acadêmico.
Marcelo Zhang, aluno do Colégio Marista Glória, em São Paulo, desenvolveu um método de estudos que resultou em aprovações impressionantes em vestibulares. Ele conquistou o primeiro lugar em Medicina na UFMT e em Ciência da Computação na UFPR.
Além dessas, foi aprovado em Ciência da Computação na UFSCar e na USP, escolhida por ele. No Enem, alcançou 967,7 pontos em Matemática, quase atingindo a nota máxima de 1000.
A chave do sucesso? Disciplina. O método de Zhang consistia em estudar diariamente, sem exceção, mas sempre reservando horas para descanso e lazer, dedicando-se a hobbies como ler mangás, assistir animes e jogar videogame. Ele se preparou para o vestibular sem abrir mão da saúde mental.
Durante a semana, estudava cerca de quatro horas por dia (além do período escolar) e aumentava a carga para seis horas nos fins de semana, sem sacrificar o sono, dormindo cerca de sete horas por noite.
Essa rotina foi seguida rigorosamente desde o primeiro ano do ensino médio. “Foi difícil no começo. Já pensei em desistir, mas tinha um objetivo. No terceiro ano, raramente deixava de estudar um dia e quase nunca acumulava conteúdo”, conta.
O método surgiu de uma adaptação. No nono ano, observou um amigo que estudava todas as tardes durante a semana e descansava aos fins de semana. “Achei uma boa ideia, mas preferi ajustar. Passei a incluir momentos de descanso também nos dias úteis”, explica.
Além da disciplina, a estratégia envolvia técnicas específicas para otimizar o aprendizado.
Em casa, revisava todo o conteúdo do dia, fazia um resumo sem consultar o material, apenas com base na memória, para testar sua compreensão. Depois, voltava às anotações para verificar se não deixou nada passar.
A etapa mais importante era resolver exercícios. “A maior parte do tempo era dedicada a fazer exercícios, que fixam o conteúdo. Na internet, há muitas atividades disponíveis”.
Zhang evoluía através dos erros: “Quando errava uma questão, revisava o assunto e fazia mais exercícios sobre o tema. Salvava a questão errada e refazia duas ou três semanas depois”.
Realizava simulados pelo menos duas vezes por semana e refez todas as provas da Fuvest dos últimos 15 anos. Para ele, vestibular é como esporte de alto rendimento, que exige treino, repetição e constância, muito além de talento.
Para manter o foco enquanto estudava, deixava o celular longe e ouvia música chinesa.
Filho de família chinesa, nasceu no Brasil, mas se mudou ainda bebê para Zhejiang, na China, onde foi alfabetizado. Voltou ao Brasil aos nove anos, sem falar português.
“Comecei em uma escola bilíngue, mas como havia mais alunos chineses, acabei não aprendendo tanto. Quando fui para o Marista, percebi que precisava focar em aprender português, o que fiz até o nono ano”, relata.
Por causa dessa adaptação, concluiu o ensino médio aos 19 anos, idade um pouco acima da média.
A mais temida: a hora da prova do vestibular
Durante o vestibular, cada estudante tem sua estratégia para controlar o nervosismo e gerenciar o tempo.
No Enem, por exemplo, os estudantes têm cinco horas e meia para resolver 90 questões e escrever uma redação. O tempo é apertado, com apenas 30 minutos para a redação e menos de quatro minutos por questão.
Zhang fazia assim: “No primeiro dia do Enem, começava lendo o tema da redação. Depois, folheava a prova e resolvia as questões mais fáceis. Em seguida, voltava ao início e fazia as questões em ordem. A cada 20 questões, escrevia um parágrafo da redação. Assim, terminava tanto a redação quanto as alternativas”.
Métodos de estudo são pessoais, e o que funciona para um pode não funcionar para outro. Zhang não descobriu uma receita universal, mas encontrou o que funcionava para ele.
“O método precisa respeitar o contexto do aluno e seu perfil, para extrair o que ele tem de melhor. É uma questão de projeto pessoal e ter um objetivo. Zhang possui um perfil extremamente disciplinado e autodidata, por isso essa estratégia funcionou”, explica Nilson de Araújo, seu professor de Matemática.
Além do desempenho acadêmico, Marcelo também se destacou em atividades extracurriculares, participando do grupo premiado na categoria Engenharia Avançada no Festival Marista de Robótica, com a construção de uma esteira sensitiva capaz de separar resíduos metálicos e não metálicos. Representou o Marista Brasil na fase de treinamento internacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
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