A pesquisadora que estuda o mercado de trabalho das mães solo no Brasil: 'Ganham 40% menos que pais casados'
A pesquisadora Mariene Ramos, especialista em políticas públicas e desenvolvimento sustentável, apresentou um estudo recente sobre o mercado de trabalho das mães solo no Brasil, onde destacou como essas mulheres enfrentam desafios profissionais e econômicos.
"Essas mulheres são uma das maiores forças do Brasil, mas também são as mais marginalizadas", afirma Mariene, em seu estudo. "Nem todas as mães solo são solas, mas sim, muitas se tornam mães sozinhas, ao lado de filhos e idosos".
A pesquisadora destaca que o mercado de trabalho das mães solo é marcado por desigualdades, onde as mulheres têm menor renda e oportunidades de emprego, especialmente em setores como serviços domésticos e educação.
"Quando a família não é considerada um arranjo familiar, o sistema de apoio à mulher começa a se desintegrar", observa Mariene. "Acredito que é preciso mudar a forma como pensamos sobre a família e o trabalho para garantir que as mães sólidas possam contribuir para a economia do país".
A pesquisadora também destacou a importância da qualificação profissional das mães solo, que é um dos principais desafios para elas alcançar a igualdade de oportunidades.
"Mas não é apenas sobre empregos, mas também sobre o desenvolvimento pessoal e profissional das mulheres", afirma Mariene. "Se elas não têm uma educação superior, não têm oportunidades de carreira, elas se sentem desvalorizadas".
A pesquisadora defende a necessidade de investir em programas que ajudem as mães solo a desenvolver habilidades profissionais e a adquirir conhecimentos, como treinamento em habilidades de trabalho e educação para o desenvolvimento pessoal.
"É preciso reconhecer a valorização das mães solas e investir em seus desenvolvimento, para que elas possam se tornar empregadas autônomas e contribuir para a economia do país", afirma Mariene.
A pesquisa de Mariene, que realizou uma entrevista com 15 mães solas que criam filhos sozinhos, destacou que essas mulheres enfrentam desafios significativos, incluindo falta de apoio familiar, difíceis condições de trabalho e estigma social.
"Elas são forçadas a trabalhar em condições precárias, longas horas e com salários baixos, o que as limita em termos de desenvolvimento pessoal e profissional", afirma a pesquisadora.
A pesquisadora também destacou a importância de promover políticas públicas que respeitem e valorizem as mães solas, como a criação de creches e unidades de cuidado infantil, além de programas de ação social e econômica para apoiar as famílias.
"É preciso mudar a forma como pensamos sobre a família e o trabalho para garantir que as mães sólidas possam contribuir para a economia do país", afirma Mariene. "É preciso reconhecer a valorização das mães solas e investir em seus desenvolvimento, para que elas possam se tornar empregadas autônomas e contribuir para a economia do país".
A pesquisa de Mariene é parte de um esforço conjunto entre o governo e a sociedade civil para promover políticas que valorizem as mães solas e respeitem as suas capacidades e desafios.
"Acredito que, juntos, podemos criar um país mais justo e igualitário, onde as mães solas possam se desenvolver e contribuir para a economia do país", afirma Mariene.
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