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A história do cantor de funk que jogou com Endrick na base do Palmeiras e se assustou quando o viu pela primeira vez: 'Roubava a atenção'

A trajetória de Nilo: do futebol ao funk

Nilo concedeu uma entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, onde compartilhou detalhes de sua jornada antes de se tornar um cantor de funk de sucesso nas plataformas digitais.

Aos 10 anos, ele iniciou sua carreira no Audax, destacando-se rapidamente. "Joguei na Associação Paulista e fui artilheiro do sub-11", recordou. Após passar por testes no São Paulo, onde jogou as categorias sub-12 e sub-13, ele se lembrou de momentos marcantes com jogadores que mais tarde brilharam, como Antony e David Neres.

No entanto, aos 14 anos, Nilo enfrentou um dilema: a obrigatoriedade de morar no CT. Sua mãe não queria que ele se mudasse, e ele mesmo tinha dúvidas sobre dedicar sua vida exclusivamente ao futebol. Após quatro meses longe do esporte, ele fez teste no Palmeiras e conseguiu uma nova chance.

No Palmeiras, Nilo se destacou novamente e teve a oportunidade de conhecer Endrick, um garoto que já chamava atenção por sua força e talento. "Desde a base, ele sempre foi muito forte. Roubava a atenção", afirmou Nilo.

Quando decidiu deixar o futebol para se dedicar à música, Nilo percebeu um afastamento de alguns antigos amigos, mas não de Endrick, que sempre o apoiou. "Ele sempre divulgou meus vídeos e me incentivou. Tenho muita gratidão por ele", disse.

Com uma lesão no quadril e desânimo com o ambiente da base, Nilo decidiu parar de jogar aos 15 anos, reconhecendo seu amor pela música. "Eu sempre gostei de cantar e pensava se deveria dedicar toda a energia ao futebol. Decidi parar no sub-15", explicou.

Apesar de ter deixado o futebol, ele manteve a mentalidade de atleta em sua nova carreira. "Levei a música a sério e trouxe a disciplina do futebol para isso", contou. Desde os 15 anos, Nilo se dedicou rigorosamente à música, assinando seu primeiro contrato aos 16.

Ele revelou que sua rotina é semelhante à de um atleta: "Não fumo, não bebo. Treino, faço musculação, jiu-jitsu, nado. Não consegui me desvincular desse estilo de vida."

Endrick e o sonho da seleção

Nilo, fã de Endrick, expressou seu desejo de vê-lo na seleção brasileira. "Se não for à Copa, vou ficar bravo. Ele é decisivo e fez gols em grandes jogos", afirmou.

Para Nilo, Endrick pode ser um diferencial no ataque da seleção. "Quem hoje tem mais futebol que ele? Não tem como não levar", disse.

Sobre o hexa, Nilo acredita na continuidade do trabalho. Ele elogiou Carlo Ancelotti e defendeu um projeto de longo prazo na CBF. "A CBF precisa ver isso como um projeto a longo prazo, mesmo que não ganhe a Copa", concluiu, destacando a importância de manter a qualidade no futebol brasileiro.


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