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A guerra de Israel e EUA com o Irã em mapas

A guerra de Israel e EUA com o Irã em mapas

A guerra que começou no sábado com os bombardeios de Israel contra o Irã se expandiu nessa semana com uma nova frente aberta no Líbano e ofensivas entre o exército israelense e o grupo Hezbollah.

Na terça-feira, Israel lançou ataques aéreos contra subúrbios do sul da capital libanesa, Beirute, e na capital do Irã, Teerã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as operações de combate continuarão com "força total" até que todos os objetivos de Washington sejam alcançados.

O Exército israelense afirmou que os ataques a Teerã tiveram como alvo reuniões de importantes figuras políticas e da área de segurança.

Um desses bombardeios matou o líder máximo do país, o aiatolá Ali Khamenei, que estava no poder desde 1989.

Vídeos da capital iraniana mostraram grandes colunas de fumaça subindo acima da cidade no sábado.

A BBC Verify, serviço de checagem da BBC, obteve imagens de satélite da cidade capturadas naquela manhã que mostraram danos significativos a parte do complexo da Casa da Liderança, onde funcionava o escritório de Khamenei.

Até o momento, a BBC Verify confirmou evidências visuais de ataques em 13 locais diferentes em Teerã e em outras 12 cidades e vilas em todo o Irã.

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O que foi atingido no resto do Irã? Até o momento, 787 pessoas foram mortas no Irã, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho.

Pelo menos 153 morreram em uma escola para meninas em Minab, no sul do país, quando o prédio foi atingido por três mísseis no sábado, de acordo com a mídia estatal iraniana. A BBC não conseguiu verificar essa informação de forma independente.

Alvos militares foram atingidos em Kermanshah e Tabriz, além de instalações navais iranianas em Konarak, no sul do país.

Trump afirmou que as forças americanas afundaram nove navios da marinha iraniana e "destruíram em grande parte" seu quartel-general naval.

Seis militares americanos foram mortos e cinco ficaram feridos em conflito.

Pelo menos 31 pessoas morreram no Líbano na segunda-feira (2/3), após Israel realizar ataques contra alvos do Hezbollah em Beirute. O ataque ocorreu depois que o grupo lançou foguetes contra a cidade israelense de Haifa.

O ataque aéreo de Israel teve como alvo o reduto do Hezbollah nos subúrbios do sul da capital libanesa, bem como áreas próximas ao aeroporto da cidade.

O Irã retaliou com ataques contra Israel e bases americanas na região e foi responsabilizado por ataques aéreos contra os estados do Golfo.

Novos ataques iranianos foram reportados contra uma importante usina de gás no Catar. Momentos depois, o Ministério da Defesa catari afirmou ter abatido duas aeronaves iranianas, sete mísseis e cinco drones.

Pelo menos nove pessoas morreram no domingo quando um míssil atingiu a cidade israelense de Beit Shemesh, informaram os serviços de emergência.

Nos Emirados Árabes Unidos (EAU), que incluem os destinos turísticos de Dubai e Abu Dhabi, três pessoas morreram e várias ficaram feridas, informou o Ministério da Defesa do país no domingo.

O Ministério da Saúde do Kuwait relatou uma morte no domingo. A base aérea de Ali Al-Salem foi alvo de vários mísseis balísticos que foram interceptados com sucesso, de acordo com as autoridades locais.

O fechamento do Estreito de Ormuz por conta da guerra afetou produtores de petróleo, seguradoras e empresas de transporte marítimo e pressionou os preços da commodity. A via marítima é um importante corredor de transporte, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

O custo do gás europeu disparou mais de 30% depois que a maior produtora mundial de gás natural liquefeito (GNL), a Qatar Energy, anunciou a suspensão da produção. O Catar responde por cerca de um quinto do fornecimento global de GNL.

Os últimos dois dias foram marcados por diversos ataques a embarcações no Estreito.


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