A entediante novela do MDB
O governador Gladson Cameli voltou a afirmar, em um recente ato em Cruzeiro do Sul, que a aliança com o MDB em apoio à candidatura de Mailza Assis ao governo está definida. Até aqui, nada de novo. A vice-governadora também já havia feito declarações semelhantes. O problema é que essas afirmações ainda não se concretizaram em um anúncio oficial que reúna MDB e Governo em uma coletiva.
Não está claro, por exemplo, qual será a posição do MDB nessa aliança. A Jéssica Sales ocupará a segunda vaga do Senado? Será vice? Quais candidatos a deputado federal do grupo governista se juntarão à chapa do MDB? Esses pontos precisam ser esclarecidos. Por enquanto, a aliança entre MDB e Governo sustenta-se apenas em declarações, tornando essa novela bastante tediosa e obscura.
O senador Sérgio Petecão promoveu um encontro em sua casa com prefeitos, mas sem fotos, como se fosse um evento secreto. Ele parece acreditar que o apoio dos prefeitos garantirá sua reeleição, o que é um erro. Os prefeitos não controlam os votos e, na verdade, podem tanto ajudar quanto prejudicar. Para se reeleger, Petecão deve buscar votos de maneira mais efetiva nos grotões.
Se o apoio dos prefeitos realmente decidisse eleições, o PSD teria uma chapa forte para a Câmara Federal e não estaria enfrentando o risco de entrar na disputa fora do jogo.
Nos corredores do governo, há euforia em relação a uma pesquisa interna que promete uma virada. Um membro do governo comentou que isso é apenas o início.
Um integrante da administração revelou que a aliança com o MDB não evoluiu porque os candidatos a deputado federal do bloco governista querem saber qual será o teto do Fundo Eleitoral que receberão do partido. Na política, alianças não são feitas sem custos. Enquanto essa questão não for esclarecida, a adesão ao MDB permanecerá parada.
Conversei com o presidente do MDB, Vagner Sales, que mencionou uma viagem a Brasília na próxima semana para discutir quanto a direção nacional poderá destinar a cada candidatura a deputado federal. Esse montante será crucial para definir se o MDB terá uma chapa competitiva.
Embora nenhum dos dois tenha se manifestado publicamente, rumores nos bastidores indicam que a ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, e seu irmão, o deputado Tadeu Hassem, estão se preparando para apoiar o candidato ao governo, senador Alan Rick. O espaço está aberto para que confirmem ou neguem esses rumores.
Uma figura importante do governo afirmou saber sobre o boato, mas sem confirmação, ressaltando que ninguém é obrigado a apoiar Mailza Assis. Se a confirmação ocorrer, lamentarão, mas não farão esforços para mantê-los ao seu lado.
O prefeito Tião Bocalom teve sua candidatura ao governo colocada em "observação" pelo PL, o que equivale a um aviso de que pode ser dispensado. Para surpresa, Bocalom divulgou fotos com o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro, demonstrando lealdade partidária, algo inusitado para alguém em tal situação.
O ideal para Bocalom seria filiar-se a outro partido, montar chapas para deputado estadual e federal e partir para a luta. Na política, o espaço vago é rapidamente ocupado. Se o PL tivesse interesse em mantê-lo como candidato, já teria liberado as emendas.
Vale lembrar que o dia 4 de abril é o prazo final para mudanças de partido. Bocalom está em uma corrida contra o tempo.
A origem dos recursos, seja de emendas parlamentares ou recursos próprios, não altera o fato de que Epitaciolândia é uma cidade carente de serviços públicos eficientes. A justificativa para gastar R$ 650 mil com um show da cantora Joelma é difícil de aceitar, considerando as necessidades em Educação e Saúde. Aguardamos o desfecho dos órgãos de controle.
Conversei com diversos membros do PSDB sobre uma possível filiação de Bocalom ao partido. As respostas indicam que, se isso ocorrer, haverá uma debandada, com o secretário-geral André Hassem afirmando que seria o primeiro a sair e se filiar ao PP.
No dia 4 de abril, saberemos quem se unirá a Alan Rick, Mailza ou Bocalom. É a data decisiva para novas filiações.
O secretário da SEGOV, Luiz Calixto, não está entre os que desejam a saída do secretário de Saúde, Pedro Pascoal. Calixto segue as orientações do governador Gladson e não possui a autoridade para fazer demissões, já que essa decisão cabe a Gladson e Mailza em abril.
“Nunca sente na cadeira de um homem que pode lhe dizer ‘levante’”.
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