União Brasil

A empresários, presidentes do PL e União Brasil dizem que vão trabalhar para barrar fim da escala 6x1

Dirigentes do PL e União Brasil se unem para barrar fim da escala 6x1

Os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, anunciaram que irão se mobilizar para impedir, no Congresso Nacional, a proposta que visa acabar com a escala 6x1, uma medida que interessa ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos defenderam a rejeição do projeto já na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Os líderes criticaram a proposta durante um evento na última segunda-feira, afirmando que a extinção dessa jornada de trabalho pode impactar negativamente a economia e aumentar a inflação. Juntos, PL e União Brasil possuem 145 deputados, mas reconheceram que será desafiador para os congressistas que buscam a reeleição votarem contra a proposta, devido ao seu apelo popular.

“Vamos trabalhar para não deixarmos votar. Vamos nos dedicar a isso”, declarou Valdemar Costa Neto em um evento promovido pelo grupo Esfera Brasil, na capital paulista, onde empresários e representantes de diversos setores estavam presentes. Sua fala foi aplaudida por parte dos participantes.

O presidente do PL mencionou que pretende se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para “segurar isso na CCJ”.

Rueda afirmou que o objetivo é “construir uma blindagem dentro da CCJ” para evitar que o tema avance ao plenário. Ele destacou que o projeto busca resultados eleitorais favoráveis ao governo, mas que as mudanças propostas são “extremamente problemáticas” para o setor empresarial.

“Essa proposta é prejudicial à economia e ao setor produtivo. Está sendo discutida em um ano eleitoral. Precisamos ter inteligência e diálogo para tentar barrá-la. É um erro para a economia, e quem arcará com isso será o consumidor, com a inflação”, completou Antônio Rueda.

Atualmente, tramitam na Câmara duas propostas de emenda à Constituição que visam reduzir a jornada de trabalho, que é de no máximo 44 horas por semana, sem diminuição de salário. Representantes do setor produtivo alertam que essa mudança pode resultar em aumento de custos e redução de empregos.

O governo Lula, que havia planejado enviar uma proposta própria ao Legislativo, agora está considerando desistir dessa ideia, sem, no entanto, abrir mão de pontos centrais de sua agenda, como a implementação da escala 5x2, com uma jornada de 40 horas semanais e sem redução salarial.


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