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À CPMI, ex-secretária do Careca do INSS nega participação em fraude

Ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes nega envolvimento em fraudes

Durante seu depoimento à CPMI do INSS nesta segunda-feira (2), a ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, negou ter conhecimento sobre a origem fraudulenta dos recursos do lobista.

“Quando ele me contratou, se apresentou como um empresário de sucesso. Portanto, não havia motivo para eu questionar de onde vinha o dinheiro. Eu era apenas uma secretária e não tinha a obrigação de investigar a vida dele”, declarou Aline Bárbara Mota de Sá Cabral à CPMI.

A ex-secretária também se defendeu das acusações, afirmando: “vou falar minha verdade”, em resposta a alertas durante a sessão.

O presidente da CPMI afirmou que a Polícia Federal está “filtrando” dados relevantes para a investigação.

Aline enfatizou que suas funções não incluíam “praticar crimes”, mas sim atender a família de Antônio Carlos, acompanhar obras em propriedades particulares e solicitar passagens aéreas. Ela se posicionou como uma vítima ao ser associada ao escândalo.

Nos relatos feitos aos parlamentares, Aline mencionou que trabalhou para Antônio Carlos entre junho de 2023 e outubro de 2025, inicialmente como secretária até setembro de 2024, e depois como gestora de pessoas da empresa ACDS.

Ela esclareceu que não tinha acesso às contas bancárias e não realizava pagamentos em nome do “Careca do INSS”. Contudo, confirmou que, durante seu tempo como secretária, tinha acesso a um cofre na sala de Antônio Carlos Camilo Antunes.

Em um momento de confronto com o deputado Rogério Correia (PT-MG), a depoente negou ter adquirido passagens ou entregue dinheiro ao filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

As ligações do filho mais velho do presidente com pessoas envolvidas no escândalo do INSS têm sido alvo de escrutínio pela CPMI. A comissão aprovou a quebra de sigilo de Lulinha para investigar se ele atuava como “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes.

A votação, realizada na quinta-feira (26), gerou um intenso conflito entre a base do governo e a oposição. Parlamentares do governo acusaram o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), de manipular a divulgação dos resultados.

Em resposta às contestações, membros da base de Lula recorreram ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), questionando a veracidade do resultado e solicitando o cancelamento da votação. Até esta segunda-feira (2), ainda não havia resposta ao pedido.


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