8 de Março: Todos juntos por todas
8 de Março: Todos juntos por todas
Combater a violência de gênero exige políticas públicas consistentes, particularmente de prevenção e de mudança cultural e econômica
O Dia Internacional da Mulher não é apenas uma data simbólica no calendário, mas uma expressão da luta das trabalhadoras por direitos, dignidade e reconhecimento. Ao longo de mais de um século, mulheres em todo o mundo conquistaram avanços que pareciam impossíveis: o direito ao voto, à educação, ao trabalho formal, à participação na vida política e à autonomia sobre a própria vida.
Mas a história das mulheres é também a história de uma luta que nunca terminou. A estrutura profunda de desigualdade e violência que enfrentamos ainda hoje é um testemunho da profundidade dessa luta. Mulheres continuam sendo as principais vítimas de uma violência que tem raízes históricas no machismo, no racismo e na desigualdade social. O feminicídio é a mais brutal da nossa realidade, com mais de 1.500 casos em um único ano no Brasil.
Nos últimos anos, o país tem visto um aumento nos casos de violência sexual, com milhares de estupros registrados todos os anos. A realidade é ainda mais dura, pois muitos casos sequer chegam às autoridades. Recentemente, uma adolescente de 17 anos foi vítima de estupro coletivo em Copacabana, no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, ela foi atraída para um encontro por um conhecido e acabou sendo violentada por ele e por outros quatro homens.
Essas violações não são apenas um problema privado, mas uma questão pública que exige ação do Estado. Políticas públicas consistentes e particularmente de prevenção e de mudança cultural e econômica são fundamentais para combater essa violência. A estrutura profunda de desigualdade e violência que enfrentamos ainda hoje é um testemunho da profundidade dessa luta. Mulheres continuam sendo as principais vítimas de uma violência que tem raízes históricas no machismo, no racismo e na desigualdade social.
O feminicídio é uma violação grave dos direitos humanos, que exige políticas públicas consistentes e particularmente de prevenção e de mudança cultural e econômica. Exige delegacias especializadas funcionando, redes de acolhimento para vítimas, educação para igualdade de gênero e uma atuação firme do Estado contra a impunidade.
Nossa luta hoje é, antes de tudo, uma luta por uma vida livre de todos os tipos de violência. Lutamos para que meninas possam crescer sem medo. Lutamos para que mulheres não sejam assassinadas dentro de suas próprias casas. Lutamos pelo acesso à Justiça, sem preconceitos, sem revitimizações.
Devemos todos cumprir nosso papel para erradicar um tipo de violência que mata, humilha, persegue. Uma violência que cala vozes como se não fossem dignas de serem ouvidas. Que emudeça as que ousam dizer “basta”. O Pacto é por um Brasil onde nos orgulhemos de mostrar que as meninas têm o direito de sonhar. Um País onde podem crescer sem medo, sem temer pela própria vida. Que possam se tornar mulheres seguras de que são merecedoras da igualdade de direitos. E, principalmente, que a cultura machista não seja reproduzida para nenhuma geração a mais. Que os meninos sejam educados para não se acharem superiores a ninguém. Que respeitem o próximo, independente de gênero. Que enxerguem a humanidade em todos e todas. Essa é uma tarefa de todos nós.
Combater a violência de gênero exige políticas públicas consistentes, particularmente de prevenção e de mudança cultural e econômica. Exige delegacias especializadas funcionando, redes de acolhimento para vítimas, educação para igualdade de gênero e uma atuação firme do Estado contra a impunidade. Mas exige também um País menos desigual, onde mulheres não sejam empurradas para a vulnerabilidade econômica e social.
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