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8 ações sobem mais de 10% e 8 caem mais de 10%: os destaques do Ibovespa em fevereiro

Destaques do Ibovespa em Fevereiro: Ações em Alta e Baixa

Lara Rizério
Camille Bocanegra

27/02/2026 19h26
Atualizado 2 horas atrás

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (27) em queda, mas garantiu seu sétimo mês consecutivo de resultados positivos, impulsionado pelo fluxo de investidores estrangeiros. O índice, referência do mercado acionário brasileiro, caiu 1,16%, atingindo 188.786,98 pontos. Apesar do declínio semanal de 0,92%, a alta mensal foi de 4,09%. No mês, 8 ações se destacaram com valorização superior a 10%: MRV (MRVE3), Suzano (SUZB3), Vivo (VIVT3), TIM (TIMS3), duas classes de Axia (AXIA3; AXIA6), PetroRecôncavo (RECV3) e Copel (CPLE3).

Por outro lado, 8 ações enfrentaram perdas superiores a 10%: Raízen (RAIZ4), Cogna (COGN3), GPA (PCAR3), Hapvida (HAPV3), Totvs (TOTS3), Minerva (BEEF3), CSN (CSNA3) e Smart Fit (SMFT3).

Desempenho da MRV e Suzano

O cenário de juros e as expectativas otimistas em relação ao programa Minha Casa Minha Vida impulsionaram a alta da MRV em fevereiro. A construtora divulgará seus resultados em 9 de março, após a prévia do quarto trimestre, que mostrou desempenho operacional robusto, especialmente no fluxo de caixa.

O BTG Pactual avaliou que os resultados do quarto trimestre apresentaram mais fatores positivos que negativos, destacando a velocidade de vendas de 23% e a geração de caixa acima das expectativas. A recomendação de compra se mantém, com a expectativa de que a recuperação da empresa seja gradual.

A Suzano também teve um mês de grande valorização, após a divulgação de resultados promissores em 10 de fevereiro. A produtora de celulose anunciou um Ebitda de R$ 5,58 bilhões e uma estratégia de recompra de até 40 milhões de ações. O Bradesco BBI reiterou a recomendação de compra, prevendo que o aumento nos preços da celulose sustentará os lucros nos próximos trimestres.

Desempenho da Vivo e TIM

As ações da Vivo tiveram um mês forte, impulsionadas por um quarto trimestre considerado sólido. O Bradesco BBI destacou resultados acima das expectativas com um crescimento de 7% na receita de vendas de serviços. A empresa também anunciou um novo programa de recompra de até R$ 1 bilhão.

A TIM, por sua vez, reportou um lucro líquido de R$ 1,35 bilhão, 28% superior ao do ano anterior. O Bradesco BBI observou que a empresa superou as expectativas do mercado e anunciou um aumento na remuneração aos acionistas, prevendo um retorno total de R$ 5,3 a 5,5 bilhões em 2026.

Movimentações no Setor de Telecomunicações e Axia

A Axia teve um desempenho positivo e apresentou proposta para migração ao Novo Mercado da B3, o que gerou otimismo no mercado. O Itaú BBA acredita que essa mudança pode melhorar a governança e aumentar a liquidez das ações.

Destaques de Baixa

A Raízen começou fevereiro com uma elevação de recomendação pelo JPMorgan, mas logo enfrentou uma queda de 13% após preocupações com recuperação judicial. Já a Cogna teve uma correção após uma alta significativa, com o Bradesco BBI rebaixando sua recomendação.

As ações do GPA caíram após um alerta sobre incertezas operacionais, enquanto a Hapvida continua a enfrentar desafios, apesar de algumas movimentações positivas. A Totvs sofreu com a queda de ações no exterior, refletindo em sua performance negativa.

A Minerva também foi impactada por uma mudança de recomendação, com resultados insatisfatórios esperados para o quarto trimestre.

Esses movimentos no mercado refletem um mês de volatilidade e oportunidades, à medida que as empresas se adaptam a um cenário econômico em constante mudança.


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