5 controvérsias que mancharam a carreira de Dias Toffoli ...
Resumo das principais controvérsias envolvendo Dias Toffoli
Atualizado em 28/01/2026 às 18:49
Ao longo de sua trajetória no Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli enfrentou uma série de episódios que reacenderam críticas sobre conflitos de interesse, concentração de poder e limites da atuação judicial. A seguir, apresento os casos mais destacados, organizados por tema e com explicações objetivas.
Formação e ascensão institucional
Filho de Marília (SP), Toffoli nasceu em 15 de novembro de 1967. Formado em Direito, tentou ingressar na magistratura em concursos de 1994 e 1995 sem êxito. Sua carreira se desenvolveu no campo político: atuou como assessor parlamentar e advogado do Partido dos Trabalhadores, trabalhou na Casa Civil e foi nomeado advogado‑geral da União em março de 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na AGU, coordenou defesas importantes do governo, como a das usinas Santo Antônio e Jirau (rio Madeira) e a da União no caso da Terra Indígena Raposa Serra do Sol (2009). Essas atuações aumentaram sua aproximação com o Planalto e, em setembro de 2009, Lula indicou Toffoli ao STF; sua nomeação foi confirmada apesar de resistências no Senado.
Codinome da Odebrecht e censura à reportagem
Mensagens internas da Odebrecht, remetidas por Marcelo Odebrecht em 13 de julho de 2007, incluíam um codinome que, segundo a própria empresa em depoimento à Lava Jato, referia‑se a Toffoli: “amigo do amigo de meu pai”. O termo aparecia no contexto de negociações sobre a hidrelétrica de Santo Antônio, obra do PAC que enfrentava desafios judiciais e ambientais.
Em 2019, a revista Crusoé publicou matéria relacionando o codinome a Toffoli. O STF, por decisão do ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News, determinou a retirada da reportagem e aplicou multa diária, qualificando o conteúdo como exemplificação de desinformação — decisão tomada após pedido de apuração feito por Toffoli.
Toffoli sempre negou irregularidades e afirmou que sua atuação na AGU foi técnica e institucional. Ainda assim, o episódio se tornou marco das críticas ao ministro.
Relato do “sumiço de processo” e repercussão
Um vídeo de 21 de março de 2014, gravado em evento público, mostra
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