Presidente do Água Santa é preso após se apresentar à polícia

O presidente do Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias, se apresentou à Polícia Civil na Dise de Mogi das Cruzes neste sábado (19). Ele é alvo de uma açãopolicial em razão de uma suposta relação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A informação foi divulgada pela SSP (Secretaria da Segurança Pública). Durante o depoimento, em um vídeo gravado, Farias refutou as alegações de ter envolvimento com o crime organizado no transporte público.
Na última quinta-feira (17), a Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público desencadeou a Operação Vectura Corrupta, que investiga como várias empresas de ônibus estariam conectadas a esquemas de lavagem de dinheiro vinculados ao crime organizado. Além de sua posição no Água Santa, Farias também é proprietário da A2 Transportes, que opera na Zona Sul da Capital.
"Comunicamos que a sua prisão foi efetuada neste sábado (19) em decorrência de um mandado de prisão temporária. Ele se apresentou, foi ouvido na Dise em Mogi das Cruzes, sob a supervisão da Corregedoria da Polícia Civil e permanece sob custódia da Justiça", afirmou a SSP.
Durante o vídeo, ele insistiu em sua inocência, negando a recepção de valores de facções criminosas e lavagem de dinheiro. "Não estou ligado ao crime organizado, não pertenço a nenhuma facção", declarou.
Farias também mencionou que não teve relação próxima com José Daniel Satilite, que é considerado um dos principais integrantes do PCC e apontado como parte do esquema entre empresários e políticos. "Fui dono da Trans Líder e finalizei negócios com José Daniel em 2017 em termos totalmente comerciais, sem qualquer implicação com dinheiro ilegal", disse. Ele acrescentou que saldou dívidas da empresa regularmente e não manteve mais contato com Satilite.
Ainda neste sábado, a defesa de Farias protocolou um pedido de habeas corpus para tentar suspender a sua prisão temporária de 30 dias ordenada pela Justiça.
Além de Farias, Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, também se apresentou na Dise de Mogi das Cruzes. Sua prisão foi mantida após audiência de custódia. Durante a audiência, o ex-vereador teve um aumento de pressão alta e foi atendido no local, com a sessão retomando após o atendimento médico.