MPES denúncia cirurgiões-dentistas e pede R$ 500 mil por danos em intervenções estéticas

O debate sobre os limites de atuação na harmonização facial ganhou um novo capítulo com a denúncia do Ministério Público contra os dentistas Mariana Laranja e Nathan Laranja, em Vila Velha (ES). A representação criminal e cível decorre de denúncias de pacientes que registraram sequelas físicas após passarem por tratamentos estéticos invasivos no Instituto Mariana Laranja.

Além do pedido de indenização mínima de R$ 500 mil por danos morais e materiais, a Promotoria requereu medidas cautelares para restringir a realização de novas cirurgias pelos profissionais. A defesa, por sua vez, reforça a garantia do contraditório e da presunção de inocência, destacando que os episódios dependem de laudos periciais para determinar o nexo causal.

Impactos e desdobramentos do caso
- Atuação em dupla: A investigação descreve que Mariana realizava as etapas iniciais das intervenções, deixando o fechamento das suturas a cargo de seu sobrinho, também indiciado por lesão corporal culposa.
- Pedidos de cautela: O MPES solicitou restrições operacionais e retenção de documentos para evitar viagens dos profissionais durante a fase instrutória.
- Posicionamento da defesa: A equipe jurídica afirma que o caso é munido de antecipações precipitadas e que provará a regularidade das condutas na instrução processual.
- Fronteiras regulatórias: O processo reacende a discussão jurídica sobre a divisão de competências entre a cirurgia plástica médica e as atribuições da odontologia estética.