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Executivo brasileiro em cárcere nos EUA se diz inocente de DUI

Redação · 24 de out. de 2026, 20:33
Executivo brasileiro em cárcere nos EUA se diz inocente de DUI

Andros Garcia Maldaner, um brasileiro de 40 anos, reside nos Estados Unidos desde 2018 e se encontra detido em um centro de detenção de imigrantes na Flórida. "Não compreendo como a terra da liberdade se converteu nisso", desabafa Andros, que trabalha como assistente de vice-presidente no banco de investimentos Morgan Stanley.

No dia 30 de julho, ao sair do trabalho e retornar para ver seu filho de 8 anos, a vida de Andros mudou drasticamente quando foi abordado em uma blitz de trânsito.

Andros Garcia Maldaner com Carlo Ancelotti na Copa do Mundo de 2026. — Foto: Acervo pessoal

Atualmente, ele está encarcerado há dois meses em um ambiente que abriga mais de 1.200 imigrantes de diferentes nacionalidades. Mesmo mantendo uma situação legal nos EUA, Andros foi acusado por um policial de dirigir sob efeito de álcool e imediatamente entregue ao U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE).

Em conversa com o G1, Andros expressa o sofrimento vivido na detenção, onde a perspectiva de defesa são praticamente inexistentes. "Nunca estive ilegal, sempre busquei a regularização, com visto e autorização para trabalhar, seguindo agora o processo para obter o greencard [residência permanente]", explica.

Ele detalha, "Eu estava indo para casa do trabalho, onde fui parado. O agente me acusou de embriaguez, mas não estava bêbado. A lei permite essa acusação, mas não consegui me defender em tribunal".

Andros critica a política atual que facilita a detenção de imigrantes sob acusações. Ele não possui antecedentes criminais e acredita ter sido alvo de preconceito, "O policial, vendo que eu era imigrante, construiu uma situação para que eu acabasse na detenção".

No Morgan Stanley, Andros atuava na divisão de investigação de fraudes financeiras, colaborando com agências como o FBI e a DEA. Desde sua prisão, ele lamenta a perda de sua vida estabilizada nos EUA, incluindo sua casa e seu emprego.

"Meu aluguel provavelmente não está sendo pago e estou em licença não remunerada. Minha namorada já foi avisada de que, se não voltar logo, serei demitido. Meus bens estão bloqueados e ninguém pode acessá-los", relata.

Na cobertura da prisão, a Tampa Bay News informa que o policial responsável pela abordagem alegou que Andros dirigia de forma irregular e, após uma breve perseguição, apresentou sinais de embriaguez. Além disso, foi mencionado que havia álcool e remédios em seu veículo.

Andros se lembrou que se sentia mal devido à medicação e ativou o piloto automático, mas não se recorda do teste do bafômetro, que indicou níveis acima do permitido. Sua namorada Valentyna confirmou que a defesa do executivo está contestando a situação judicial.

Na prisão, os relatos de Andros incluem condições desumanas, sem acesso a cuidados médicos adequados. "As celas são superlotadas, sem ventilação, e o calor é insuportável. A condição de saúde se torna insustentável aqui", relatou.