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Ex-presidente da SPTrans, Levi Oliveira, preso por operação do PCC

Maxx Console · 22 de set. de 2026, 17:31

Na última quinta-feira, 17, Levi dos Santos Oliveira, que já foi presidente da SPTrans, foi preso durante a Operação Vectura Corrupta. Esta operação investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte da capital paulista.

O ex-vereador Milton Leite (União Brasil), que comandou a Câmara Municipal de São Paulo por seis anos, também teve um mandado de prisão emitido, mas permanece foragido e não foi encontrado. Em um comunicado, Leite garantiu que se apresentará às autoridades em até 24 horas e que busca a prova de sua inocência: "Não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas", declarou.

A defesa de Oliveira não respondeu ao pedido de comentário feito pelo Estadão. A convite fica aberto em nome da defesa.

Levi dos Santos Oliveira é graduado em Ciências da Computação e possui pós-graduação em Planejamento de Mobilidade Urbana. Ele começou sua trajetória na SPTrans em 1991, através de um concurso público, e construiu uma carreira sólida na área de planejamento.

Em 2017, ele foi promovido a diretor de Planejamento de Transporte e, em 2020, tornou-se presidente da companhia, indicado por Bruno Covas, então prefeito. Já no final de 2020, passou a chefiar a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes e, em agosto de 2021, assumiu a função de secretário executivo. Em fevereiro de 2022, voltou à presidência da SPTrans até ser substituído em 2025 por Victor Hugo Borges.

Sobre a detenção de Oliveira, o atual prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), expressou surpresa. "Eu não posso esconder que fiquei bastante surpreso com a questão do Levi. Ele foi presidente da SPTrans, foi secretário e, durante o tempo que trabalhamos juntos, nunca ouvi boatos sobre qualquer envolvimento, pelo contrário", declarou Nunes.

Ricardo Nunes salientou que Oliveira possui uma carreira respeitável de mais de 30 anos na SPTrans e que sua percepção é baseada na atividade profissional que ele desempenhou como presidente e secretário.

De acordo com investigações, Oliveira teria mantido reuniões frequentes com um intermediário do PCC, discutindo interesses de empresas de transporte, especialmente após a Operação Fim da Linha.

Essa operação é um seguimento da Operação Dercúrio, que foi iniciada em agosto de 2024 e visava um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas operado pelo PCC. Naquela investigação, foi exposta uma intricada rede de comunicação da facção para conectar membros da "Sintonia Restrita" e a "Sintonia dos Gravatas", além de planos para lançar membros da quadrilha como candidatos nas eleições.